Querida Maria, não podemos continuar com esta relação. A distância que nos separa, é demasiado longa. Tenho que admitir que te tenho sido infiel já por duas vezes desde que te foste embora e acredito que nem tu, nem eu merecemos isto! Penso que é melhor acabarmos tudo! Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei. Com Amor, João.
Maria recebeu a carta e, muito magoada, pediu a todas os suas colegas que lhe emprestassem fotos dos seus namorados, irmãos, amigos, tios, primos... Juntamente com a foto de João, colocou todas as outras fotos que conseguiu recolher com suas colegas, em um envelope. No envelope que enviou à João estavam 57 fotos juntamente com uma nota que dizia: 'Querido João, peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és! Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia de volta, as restantes! Com Carinho, e muito, muito amor... Maria'
14/09/2010
૪ um brinde a nós mulheres.
portadoras da sedução,que nenhum filho da mãe sabe dar valor! que os nossos sejam nossos, que os delas sejam nossos, que os nossos nunca sejam delas, e que se forem delas, que sejam broxas! bebo porque vejo no fundo deste copo a imagem do homem amado. morre afogado filho da puta desgraçado! que a fonte nunca seque e que nossa sogra nunca se chame esperança porque esperança é a última que morre! que sobre, nunca nos falte e que a gente dê conta de todos, amém!
૪ Uma meenina.
com sonhos e desejos. uma menina acima de tudo feliz, uma menina que sabe tomar suas decisões (mesmo que demore MUUUUUITO pra isso acontecer), uma menina que ama, que adora, que se orgulha. uma menina que erra muito, uma menina que aprende com os erros. uma menina que descobre e com isso cresce. uma menina que é amiga, companheira, palhaça. uma menina nem tão bonita, uma menina de coração bom, uma menina que não deseja mal a quase ninguém. uma menina que sofre por alguém, uma menina que se apaixonou, uma menina frágil.. ao mesmo tempo forte. uma menina que chora, que sorri, que grita, que dança, que pula.. uma menina feita de erros e acertos. uma menina que se divide entre menina e mulher. uma menina que um dia vai ser tudo aquilo que sonhou, talvez essa menina encontre seu príncipe, talvez um sapo :X uma menina que planta o bem pra ter o bem no futuro, uma menina que acima de tudo sorri, que sabe viver :}
૪ Relaaxe.
Não adianta passar a vida em função do futuro, se tudo acaba no final. Se é pra morrer, melhor que seja fazendo valer a felicidade que tem, do que a fama ou o dinheiro. Viver pro futuro é empurrar a vida com a barriga, até não dar tempo de aproveitar o que juntou. Esqueça as obrigações, os problemas e as críticas. O que tiver pra resolver, resolva logo para sair e relaxar. Encare com felicidade tudo que aparecer, experimente, faça novos amigos, cultive os antigos, viva do lado de quem e do que gosta. Fuja da rotina, e faça com que esteja sempre sorrindo! A cada dia tente pensar no que você aprendeu, pois terá utilidade. No final, como já dizia o velho Bob, você vai ter a honra de agradecer à Deus por ter vivido, e não a vergonha de se desculpar perante Ele, de ter apenas passado pela vida.
03/09/2010
૪ fizeram a gente acreditar,
que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto... Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
૪ Eu vou te esperar.
Eu fiz loucuras pra te encontrar, fui paciente pra te esperar, fui seu amigo pra te entende,r sempre disposto a te escutar, me fiz mais forte para agüentar essa angustia de te espera.r fiz palhaçadas pra te ver sorrir, falei besteiras pra te alegra,r eu virei noites pensando em você e em uma maneira de explicar como isso tudo foi acontecer como por você fui me apaixonar. me pus no seu lugar pra compreender, mudei meus planos pra te acompanhar, fiz absurdos pra te surpreender, roubei estrelas pra te encantar, criei desculpas pra poder te ver, já tomei chuva só pra te abraçar, me escondi pra não te ver sofrer e quis morrer quando eu te vi chorar. e o nosso beijo faz enlouquecer, que eu perco a hora, ate perco o ar, parece que faz o tempo parar. me arrisquei para não te perder, abri meus braços pra me entregar, eu não fiz nada pra esse amor nascer, mas faço tudo pra não se acabar.
૪ era dia 7 de setembro
, Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno.
O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.
Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu.
Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas.
Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras.
Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo.
Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno.
O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.
Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu.
Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas.
Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras.
Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo.
Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.
૪ quanto tempo nessa vida,
você acha que precisa pra aprender que o tempo não te dá chances de tentar outra vez? É melhor a gente dar valor, dar carinho, demonstrar amor quando tem chance, depois vai sentir que faz falta e querer reviver. Esse é o seu momento, reviva cada instante, quantas coisas você tenta fazer hoje que deveria ter feito antes? Porém antes tarde do que nunca, ontem sol, hoje a chuva. Lavar a alma me traz boas lembranças, que seja essa a nossa herança, nunca perca a esperança. O que vale é perseverar, lutar e cada obstáculo superar. Quanto tempo nessa vida, você acha que precisa pra aprender a dizer "muito obrigado, me desculpe, foi eu quem errei." ? Como aquele beijo que você me deu antes de ir embora sem dizer adeus, aquele abraço forte que você guardou, a vida logo passa e você nem notou, aquele momento difícil que você passou também valeu a pena, você superou. Um alguém que você conheceu, um amigo pra chamar de seu, a vida vai mostrar, tem coisas que vem pra ficar.
૪ Homens.
pare pra pensar na garota que esta ao seu lado, nos carinhos que ela te dá, nas confusões que cria por você, você já deu valor para as crises de ciumes? ja prestou atenção no jeito que ela sorri? na cara feia de braba? no jeito que ela fala quando quer alguma coisa? nas indiretas que são sempre diretas? você ja disse que o cabelo dela tava lindo? que gosta e aceita como ela é? que você gostou da surpresa que ela te fez? já imaginou que aquele guri apaixonado por ela dava tudo pra estar em seu lugar? já pensou que ele adoraria ser amado por ela e ter a oportunidade de dizer que a ama? você já pensou que se você não der carinho, atenção, cuidado ela pode se sentir sozinha? que sua ausência pode machuca-la? você ja tentou viver sem ela? sem os beijos e os carinhos dela? por que só assim você vai parar pra pensar, na GAROTA que esta ao seu lado, você tem uma pessoa de muito valor. mas cuide dela, cuide MUITO bem dela, porque suas atitudes podem machucar e eu sei que você não quer perdê-la.
૪ Seria tão diferente,
se as coisas que gostamos não terminassem de repente, e se os momentos da vida durassem para sempre :) se cada sorriso no rosto fosse pleno e quando chorassemos fosse só alegria. se cada abraço fraterno fosse imortalizado e cada conversa fosse gravada minuciosamente. se as amizades fossem multiplicadas e os desentendimentos esquecidos no próximo segundo. se os amores de nossas vidas fossem eternos e se nossos irmãos nunca partissem ;x mas a vida é diferente e deve ser vivida plenamente.. cada dia é uma história, cada passo uma conquista e cada pedra no caminho é uma forma de amadurecimento. e mesmo que o tempo passe, e que as coisas mudem, é olhando para trás que nos damos conta que simplesmente vivemos' :D
30/08/2010
૪ Luan Rafael Domingos Santana ♥
. Dia 25-08 *-* Eu nunca mais vou esqecer desse dia. Um dos melhores momentos qe ja passei até hj. Mesmo sem te tocar, foi tão perfeito te olhar. ver vs cantando as musicas mais lindas qe ja escutei. aqela reboladinha (6, o teu 'Oiin *-* é mais qe um simples cantor qe tdas mulheres ficão loucas por ser lindo e famoso. é mais qe apenas gritar e cantar no show p vs. é mais qe faser mil cartas e joga no palco, ou ate mesmo é mais qe ir na VIP só p poder te ver mais de perto. Eu não chorro por vs, não fasso loucuras por vs, nem muito menos vivo só por vs. Não sou essas menininhas soltas por ai qe ficão emoocionadas somente de escutar uma música sua. Mais sou muuuuito feliiz por ter realisado um sonho talves bobo, mais qe era o MEU SONHO . te coonhecer ;9 te ver de perto e saber qe vs é do jeitinho qe eu sempre iimaginei. Sei qe é qase impossivel algum dia vs ler isso ou ate lembrar de mim. mais eu, por sorte te conheço muiiito bem e sou muito feliz por saber qe vs existe e qe euteamo, ♥
20/08/2010
૪ minhas liindas :*
- as vezes as amizades são que nem as estrelas,
não as vemos sempre, mas temos certeza de que elas existem . ♥
૪ Amor maior que eu ♫
Não serei doutora, gosto de bagunça, não frequento igrejas, não troco horas de internet por um livro, gasto dinheiro com coisas inuteis,bebo mesmo sabendo que eles não aprovam,falo palavrão mais que o normal, enfim, sou exatamente TUDO que eles nunca desejaram, meus sonhos são o que eles nunca sonharam, mais amo 'eles' muito mais do que um dia imaginaram.♥ Mãe ' Paai ' :*
૪ Thais Karoline Carniel ♥
Prima. Irmã ♥ , |
aqela que te apóia, que te atura, que te fala quando você exagera um POQUINHO, que te dá conselhos, que te escuta, que te faz companhia, que viaja contigo, que além de melhor amiga é a melhor PRIMA DO MUNDO! ;$*:
૪ Dieison Juniior Palhano ♥
Contigo, eu deixo meu melhor abraço, meu melhor sorriso, meu melhor beijo. Meu jeito mais dengoso e carinhoso! Com você eu deixo os meus sentimentos eo maior respeito que tenho por alguem. Com você eu deixo a minha confiança e a alegria de todos os meus dias. Não um simples amigo, mais sim.. O MELHOR AMIGO DE TODOOS! Aqele qe finge ser meu namorado na pizzaria só pros gurii feio n fica me olhando -ddoce. Aqele qe me vem em uma Quarta-feira as 11 horas da noite me convida pra da uma volta na avenida -.-' Aqele mais gatinho e pegador do bairro (6 O homen mais carinhoso e dengosinho qe eu conheço. Meu, meeu, meeeeeeeeeeeeu. Só meeu Dyeei *-* aaa amoor, eu te amo tanto, maais tanto. Com você eu deixo de tudo mais lindo que tenho em mim, pois somos apenas um e pra sempre eu irrei te amar. ♪' ♥
૪ Seria tão diferente,
16/08/2010
૪ Chega um dia,
na sua vida que você vê um menino bonitinho, que lhe parece carinhoso, romântico.. Mas você não faz a minima idéia que um dia ele fara parte da sua vida! Você então se prontifica a fazer amizade, tenta se aproximar, chega a rolar até um clima e você continua até você achar que o menino tambem está interessado em você, mas daí chega um dia que você acaba descobrindo que na vida dele tem outra, e que esse tempo todo você estava apenas se enganando. Você chora e jura para você mesma que vai esquecer ele, mas as coisas não sao tao fáceis. Mas você, querendo ou não, pensa nele o dia inteiro, não consegue dormir e não sonhar com ele. Aí ele passa por você e finge que nunca tinha te visto antes e age como se NADA tivesse acontecido. Você acaba sofrendo ainda mais, e suas amigas não entendem. Elas acham que você tá exagerando, que ele nao merece tudo isso! Mais dai oque você pode fazer se ele nao merece mas tem TODO o seu amor! .
૪ Francieli Ogliari ♥
Juntas nós vivemos os melhores e piores momentos, e você esteve sempre ali, do meu lado. me ajudando e apoiando em tudo. minha irmã, minha gêmea. ♥
૪ qeria por um momento sumir,
e voltar quando nada mais existisse, assim seríamos só eu, a solidão e isso não iria ferir ninguém, ninguém iria se machucar além de mim. Já estou acostumada com os punhais fincados em minhas costas. Já estou cansada, esgotada de tantas coisas, de tantas pessoas. É assim, sempre vai ser. Sabe quando vai acabar? Quando eu parar de ser assim, quando eu deixar de ser eu mesma. É assim que todos gostam. É da falsidade que eles precisam.
૪ Chamar alguém de feio (?
não te deixa mais bonito. Ficar sem comer não te deixa um palito. Excluir uma pessoa não te torna mais popular, não são as marcas que vão te rotular. Xingar alguém de gordo não te emagrece, dizer que uma pessoa é triste não traz felicidade. Falar que alguém é fraco não te fortalece, dizer que uma pessoa é metida não te traz a humildade. Falar que alguém é insignificante não te engrandece, dizer que uma pessoa é falsa não te leva à verdade. Dinheiro não compra felicidade. Conhecer muita gente não é o mesmo que ter amigos, ser famoso é diferente de ser querido, sexy não é o mesmo que vulgar, atração é diferente de AMAR.
૪ Um olhar .
O que você consegue ver por trás de um olhar de alguém? tristeza? mágoa? felicidade? agonia? Tantas coisas, sentimentos, memórias, sonhos, se escondem no olhar das pessoas. Tem gente que sorri e esconde a tristeza com o simples ato de mostrar os dentes. Tem gente que chora desesperadamente até sem motivo. Tem gente que ama incondicionalmente todos em sua volta. Tem gente que não ama ninguém. E são esses fatos e mais milhares que as pessoas escondem e nem olhando profundamente em seus olhos conseguimos entender o que tem. Talvez acertamos em nosso palpite, talvez erramos e magoamos a pessoa. Por isso.. bem você consegue me dizer o que vê atrás do meu olhar? Esse é um segredo que eu nunca irei contar...
૪ Waldemira Pianta Carniel ♥
A vida é realmente uma caixinha de surpresas, você tava tão bem e de uma hora pra outra Deus resolveu te levar de nós sem nenhuma explicação, apenas porque ele te queria contigo, ou ainda porque sua missão aqui na terra já tava cumprida, mas a dor é um sentimento inevitável, não dá pra pensar em você e não lembrar dos seus sorrisos e suas brincadeiras. É, uma verdadeira guerreira! meu amor por ti é enorme e nada e nem ninguém vai muda o que eu sinto. E agora? Bom, agora me resta somente a saudade, saudade de algo que não volta mais, saudade de uma pessoa com o coração enorme e que fazia de tudo por quem amava, você é um exemplo a ser cumprido, você lutou e venceu e agora eu tenho certeza que você ta em um lugar maravilhoso que Deus preparo pra ti, pois você é merecedora disso. Cuida de todo mundo ai de cima, que nós vamos ta rezando sempre por ti.. Saudades eternas. E hoje o céu ganhou mais um anjinho! *--* ♥
15/08/2010
૪ Ele é só um cara,
e quer mesmo saber ? é um cara como todos os outros caras. esse que te perguntou as horas no meiio da rua – podiia ter siido ele e você nem liigou. o mendiigo, o giinecologiista, o padre, o dealer. ele estava alii o tempo todo, e não estava. ele é só um deles. váriios, uma legiião, e niinguém maiis. é só um cara e não a sua viida. e não todos os diias da sua hiistóriia, e não todas as suas lágriimas juntas em um úniico sábado soliitário. ele não é o destino. é um cara. exiistem muiitos destiinos. ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. não sabe sangrar, não sabe que nome dariia a um fiilho, não pode fiicar maiis tempo. ele é só um cara perdido como muiitos outros caras que você encontrou, e perdeu. ele é só um cara. e você já esqueceu outros caras antes. ;)
૪ Sport Clube Internacional ♥
૪ Toda moreena,
.. tem sua loira *-* posso viver milhões de anos, conhecer milhões de pessoas, rir milhões de vezes com alguém, mas nada nem ninguém pode ser comparada a uma amiga !
porque eu posso estar na companhia de quem for, escutando quem for, conhecendo quem for, namorando quem for, mas companhia nenhuma se compara a de uma melhor amiga! porque palavra nenhuma explica, quantidade nenhuma é bastante, e repetir milhões de vezes parece em vão porque a única coisa que pode demonstrar é o carinho, os momentos, as risadas, as conversas, os conselhos, a vida vivida uma com a outra ! porque amor de melhor amiga não se explica, não se compara, não se discute, não se despreza, não se entende, só se aplica, e se demonstra! (L)
EU TE AMO ! :*
૪ Cristiane Liene Antunes ♥
Marida & melhor amiga.. É só você que me entende; é você, que nas horas mais difíceis da minha vida, você esteve ao meu lado, por tanto tempo. Sim, e você é a irmã que eu sempre pedi. Eu te amo, e te amarei até a minha morte. Você é a melhor que existe, pra sempre. Minha vidinha, obrigada por tudo o que tem feito por mim, e o que ainda irá fazer, você é tão especial e essencial pra mim, eu nunca terei uma amiga igual a você, você é a melhor de todas, sinceramente você é a melhor e sempre será a best, eu te amo e isso jamais mudará.
A nossa amizade será eterna. Seremos melhores amigas pra sempre, pode contar comigo pra tudo, tudo mesmo. Podem ser nos momentos ruins, de felicidade, risada, abraços que sempre estarei contigo.
As melhores amigas! Eu quero que tu saiba, que eu vou te amar acima de tudo e de todos. Nada e ninguém mudará isso.
Eu te amo, hoje & sempre. <3
૪ Neem seempre,
... meu sorriso foi verdαdeiro, nem sempre αs escolhαs que fiz forαm αs corretαs, nem sempre αs pessoαs que escolhi permαnecerαm do meu lαdo, nem sempre meu sonho se reαlizou, nem sempre minhα opinião foi αceitα, nem sempre fiz o que quis. não vivemos exαtαmente o que sonhαmos, vivemos o que cαtivαmos, o que nos foi guαrdαdo, o que merecemos. gerαlmente sofremos quαndo esperαmos αlgo de αlguém; o ideαl é não esperαr nαdα de ninguém, e se surpreender com cαdα αto, cαdα inesperαdo tão esperαdo ocultαmente. esquecemos que estes são humαnos, e como tαl, errαm. todos nós somos felizes e prα todos nós o sol continuα brilhαndo. devemos sαber perder. devemos viver e αproveitαr o que nos foi oferecido, sem mαis demαis, e αpesαr de todos os αpesαres.
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